Aula 1: 09/03

I)Apresentação da disciplina: Programa. Cronograma. Avaliações. Site.

II)Noções básicas de linguagem e sua interseção com a Comunicação Empresarial:

a)Elementos da comunicação e das funções da linguagem.

Texto:Comunicação na Empresa, Cap.I

b)Funções sociais da linguagem: ideacional; interpessoal, textual.

c)Fala: Para Saussure a fala é o exercício ativo do usuário sobre a lingua.

d) Elementos da Comunicação:stringphone

















Os estudos da comunicação convencionaram elementos que participam e tornam possível o ato de comunicar. Algumas definições variam de acordo com a linha teórica adotada, porém as teorias mais aceitas identificam seis elementos no processo de comunicação:

Emissor - É quem gera o processo e quem toma a iniciativa.

Receptor - É quem recebe a mensagem. Ele deve receber e compreender a idéia que se quer passar.

Mensagem - É o pensamento ou a idéia que o emissor pretende passar para o receptor.

Código - É o conjunto de signos convencionais e sua sintaxe (ex.: a língua) utilizados na representação da mensagem, que devem ser total ou parcialmente comuns ao emissor e ao receptor.

Canal ¨C É o meio que possibilita o contato entre o emissor e o receptor, ou que leva a mensagem até este.

Contexto ¨C É o ambiente em que se dá a comunicação e do qual fazem parte os referenciais envolvidos na codificação e decodificação da mensagem

e)Funções da Linguagem:Funcoes












1) Função emotiva (ou expressiva)

centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor.

2) Função referencial (ou denotativa)

centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos.

3) Função apelativa (ou conativa)

centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor.

4) Função fática

centralizada no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.

5) Função poética

centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas etc.

6) Função metalingüística

centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem.

Obs.: Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a função predominante no texto, para então defini-lo.

Texto:Comunicação na Empresa, CAP.II


Aula 2: 16/03


A informação e o conhecimento no contexto globalizado da comunicação empresarial;

I)Pesquisar para próxima aula:

-O que é informação?
-O que é conhecimento?
-Qual a importância da informação e conhecimento no contexto globalizado da comunicação empresarial?
-Que problemas a falta de informação e de conhecimento podem gerar a uma empresa? Procurar um exemplo concreto para comentar durante a aula.

II)A integração entre atenção e fluxo informacional na empresa.

FLUXO INFORMACIONAL

1)A informação desempenha papel importante e imprescindível em todas as organizações públicas e privadas, exigindo gerenciamento eficaz e esforços conjuntos de seus membros.

2)A gestão da informação requer o estabelecimento de processos sistematizados e estruturados, associados às pessoas responsáveis por sua condução, para que de obtenham Oe resultados almejados, permitindo que o fluxo informacional subsidie o processo de tomada de decisões.

3)Os recursos humanos das organizações geralmente possuem noção de um processo lógico das informações organizacionais, embora tenham dificuldades em discernir sobre as falhas e mudanças necessárias nas etapas do fluxo.

4)A gestão da informação é carente de entendimento aprofundado por parte de seus dirigentes, no sentido de reconhecer que a sua aplicação é fundamental ao desenvolvimento estratégico da empresa.

5)A centralização, associada à substituição do fluxo informacional compromete a qualidade do processo de tomada de decisões.

6)Sugerem-se ações e atitudes que contribuam para a melhoria das falhas apresentadas no sentido de prover recursos estratégicos essenciais à manutenção da competitividade organizacional.

7)Espera-se que a organização compreenda que a informação exerce função básica para o suporte do processo decisório em termos de aumento da qualidade e diminuição das incertezas.

8)Na era da informação e da sociedade interativa, instantânea e interligada de hoje, a informação passa a ser o insumo básico na busca de padrões mais sustentáveis de desenvolvimento. Para o escritor israelense Benjamim Disraeli, como regra geral, o homem mais bem sucedido na vida é aquele que dispõe das melhores informações.

9)A informação para ser estratégica precisa ser coerente e útil, quer dizer, precisa ser relevante para o planejamento estratégico e, principalmente, estar disponível a tempo ou em tempo real. Acredita-se que informação é um bem perecível que tem seu tempo de vida útil determinado pelo conhecimento e pelas decisões que a própria informação pode gerar.

10)Num mercado cada dia mais competitivo, organizações e instituições públicas e privadas só irão sobreviver dependendo da habilidade de processar dados para transformá-los em informação a qual poderá gerar conhecimentos para a tomada de decisões.

11)Por isso, graças à isso, a informação estratégica pode e deve gerar inteligência competitiva. Inteligência competitiva ou empresarial é uma ferramenta do líder da empresa, uma competência central do administrador para monitorar o ambiente e para se proteger de surpresas competitivas.


Aula 3: 23/03

I)O TEXTO NA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL:

Noção de texto: textualidade, enunciado, enunciação; Modalidades do discurso; Texto verbal e não verbal; Tipologias e gêneros textuais na área empresarial e suas características linguístico- textuais.

1)Discurso, texto e enunciação

Texto: ABREU, Antônio Suarez Abreu. Curso de Redação. ( pág.9 )

Imaginemos duas pessoas, Luís e Helena conversando:

-Helena, você sabe o endereço do Maurício? Eu preciso mandar uma carta a ele ainda hoje.

Luís: enunciador

Helena: enunciatário

Aquilo que é dito (ou escrito): texto

Intenção do enunciador: enunciação (ou ato ilocucional)

Discurso: principia quando o emissor realiza o processo de textualização e só termina quando o destinatário cumpre sua tarefa de interpretação (dizemos que o discurso é dinâmico)

2) Modalidades do discurso: Texto verbal e não verbal

a)A linguagem verbal é aquela que usa palavras quando se fala ou se escreve (um texto, uma carta, uma entrevista, uma reportagem no jornal escrito ou televisionado...).

b)A linguagem pode ser não verbal. Ao contrário da linguagem verbal, na linguagem não verbal não se faz uso do vocábulo, das palavras para comunicar uma idéia ou um fato. O objetivo, neste caso, não é expor verbalmente o que se quer dizer ou o que se está pensando, mas fazer uso de outros meios comunicativos como: placas, figuras, gestos, objetos, cores, ou seja, dos signos visuais ( o semáforo, o apito do juiz numa partida de futebol, o cartão vermelho, uma dança, o aviso de ¡°não fume¡± ou de ¡°silêncio¡¯, a indicação de ¡°masculino¡± ou ¡°feminino¡± através de figuras nas portas de banheiros, placas de trânsito).

c)A linguagem pode ser verbal e não verbal ao mesmo tempo (cartoons, charges e anúncios publicitários)

Pancho

Charge_Pancho

 




 





Auala 4: 30/04

I)Tipologia textual:

a)Narração

b)Descrição

c)Dissertação

d)Argumentação

 

II)Gêneros textuais: (considerando a área empresarial)

MACHADO NETO, Octaviano. Competência em Comunicação Organizacional Escrita.Cap.7

Principais documentos internos escritos:

 

· Relatório Situacional (Status Report)

· Relatório de Reunião

· Relatório de Auditoria ou Inspetoria

· Relatório de Viagem

· Manual de Operações

· Proposta de Trabalho ou Plano de Ação


Aula 5: 06/4

 TEXTO,CONTEXTO, INTERTEXTUALIDADE E POLIFONIA:

(ABREU,Antonio Suarez.Curso de Redação, pág.62)

1)Polifonia

a)Conceito

A polifonia acontece quando colocamos, explicitamente, em um texto uma outra voz, por intermédio de processos de citação.Isso acontece quando o autor de um texto, além de manifestar sua própria voz, faz uso da voz de uma outra pessoa.

b)Citações

c)Verbos para introduzir a voz de uma outra pessoa (verbos neutros)

d)Verbos introdutores de vozes usados para manipular a voz que apresenta

2)Intertextualidade

a)Observe a frase:

Na questão da inflação anual e das taxas de juro, pouca gente pode dizer que se encontra em berço esplêndido, neste país.

A compreensão da intertextualidade está sempre condicionada ao repertório do leitor.

I)Informações implícitas; Pressupostos e subentendidos.

(Para Entender o Texto, pág. 241)

 

1)Observe o exemplo:

Fiz faculdade, mas aprendi algumas coisas.

Na frase acima, percebemos duas informações que aparecem de forma explícita na frase, ou seja, aparecem escritas.

a)Que eu fiz faculdade

b)Que aprendi algumas coisas

Podemos notar ainda, uma crítica ao sistema de ensino superior, que não aparece claramente escrita na frase, mas que podemos perceber pelo uso do mas através da ideia de que fiz faculdade mas,apesar disso,aprendi alguma coisa.

 

2)Além das informações que aparecem explicitamente enunciadas, existem outras que ficam subentendidas ou pressupostas.

 

3)Pressupostos: São as ideias não expressas de maneira explícita, mas que o leitor as percebe a partir de certas palavras ou expressões contidas na frase:

O tempo continua chuvoso.

Comunica-se de maneira explícita que no momento da fala, estava chovendo. Com o uso da palavra continua, podemos perceber de forma implícita de que antes da fala o tempo já estava chuvoso. O fato de o ouvinte entender e não discutir sobre o que está implícito na frase, faz com que tal fato sirva de pressuposto da informação explícita.

 

4)Indicadores linguísticos de pressupostos;

 

5)Subentendidos: São insinuações escondidas atrás de uma afirmação. O subentendido, muitas vezes, serve para o falante proteger-se diante de uma informação que tenta transmitir para o ouvinte sem se comprometer com ela.

Aula 7: 13/4
Avaliação individual escrita

Aula 8: 27/4
Vista de prova; checagem dos tópicos trabalhados

Aula 9: 4/5

Coesão no processamento Textual; Relações entre recursos linguísticos expressivos e efeitos de sentido.

Coerência: Um princípio de interpretabilidade: Tipos de coerência; coerência e coesão no processamento do texto; relações entre recursos linguístico e expressivos e efeitos de sentido.

1)Coesão

TEIXEIRA, Leonardo. Comunicação na Empresa, pág.69 ed. FGV

 

a)Definição: Por coesão textual entende-se o conjunto de elementos estruturais que dão suporte às ideias, ou seja, a concretização, na forma, do que se pretendeu com o pensamento ao se elaborar o texto. A coesão textual é responsável pela unidade textual, pois sem ela, o texto ficaria fragmentado, sem ligação nítida entra as ideias. A falta de coesão textual é um grande empecilho à boa decodificação da mensagem.

 

b)Podemos definir a coesão como uma maneira de recuperar, em uma sentença B, um termo presente em uma sentença A (Curso de Redação:Antônio Suarez Abreu)

Ex: Pegue três maçãs,coloque-as sobre a mesa.

O Papa esteve,ontem, em Varsóvia. Lá,e le disse que a Igreja continua a favor do celibato.

 

c)Se o texto está bem construído, é coerente e coeso, obedece às normas gramaticais, tem precisão vocabular, cria-se no leitor a pressuposição de que as idéeas ali contidas merecem credibilidade. Por outro lado, se não se constrói um textos com as qualidades mencionadas, o leitor passa a desconfiar de todo o seu conteúdo.

 

2)Procedimentos de Coerência.

ABREU, Antonio Suarez. Curso de Redação. Ed. Ática Universidade

 

A correção gramatical é, sem dúvida, muito importante numa produção textual, mas os defeitos mais graves nas redações decorrem menos dos deslizes gramaticais que das falhas de estruturação da frase. Erros como incoerência , falta de unidade, falta de pensamentos claros são comuns nas salas de aulas. Expressando suas ideias com clareza, de forma coerente e objetiva, os alunos podem minimizar a gravidade dos erros gramaticais que, apesar de sua importância, não chegam a invalidar uma redação.

 

1)Um texto é coerente quando é possível interpretá-lo. Estudar a coerência de um texto é estudar as condições de sua interpretabilidade.

 

2)Condições de interpretabilidade em um texto:

 

a)Conhecimento e uso adequado dos recursos léxicos

b)Elementos contextualizadores: data, local, assinatura, elementos gráficos, etc

c)Conhecimento de mundo

 

3)Metarregras de coerência:

a)Metarregra de repetição (coesão textual)

b)Metarregra de progressão (apresentar continuidade, não ficar girando em torno do mesmo assunto)

c)Metarregra de não-contradição (cada pedaço do texto deve fazer sentido com o que se disse antes)

d)Metarregra de relação(estabelece que o conteúdo do texto deve estar adequado a um estado de coisas no mundo real)

 Aula 10: 11/05

Trabalho em grupo sobre o texto: A ORGANIZAÇÃO DA VIDA DE ESTUDOS NA UNIVERSIDADE.

SEVERINO, Antônio Joaquim." Metodologia do Trabalho Científico". Ed. Cortez, São Paulo, 2006.

Aula 11: 18/05
Livro: KLEIMAN, Angela. Texto e Leitor, Aspectos Cognitivos da Leitura. Editora Pontes. Campinas, São Paulo. 2004.

Cap. I: O Conhecimento prévio na Leitura

Estudo Dirigido:
1) O que significa conhecimento?
2)Segundo a autora, vários são os conhecimentos envolvidos no processo de leitura.
Explique:
a)Conhecimento Linguístico
b)Conhecimento textual
c)Conhecimento prévio
d)Conhecimento de mundo ou enciclopédico
e)Conhecimento estruturado
f)Esquema
g)Conhecimento partilhado.

Aula 12: 25/05

Livro: KLEIMAN, Angela. Texto e Leitor, Aspectos Cognitivos da Leitura. Editora Pontes. Campinas, São Paulo. 2004.

Cap. II: Objetivos e expectativas de leitura

Estudo Dirigido:

1)Comente os papéis de LEITOR e AUTOR na atividade de leitura.
2)Segundo o texto, como se deve ler um livro?
3)A procura de coerência seria um princípio que rege a atividade de leitura e outras atividades humanas...(pág. 29, linha 24). Comente.
4)Como é feita a leitura nas escolas?
5)Contraste scanning x skimming.
6)Contraste automatismo e atividade de natureza metacognitiva.

Aula 13: 01/06

Livro: KLEIMAN, Angela. Texto e Leitor, Aspectos Cognitivos da Leitura. Editora Pontes. Campinas, São Paulo. 2004.

Cap. III: Estratégias de processamento do texto

Estudo Dirigido:
1)Comente o texto "Cachorro" da pág. 47
2)Comente o Princípio da Parcimônia pág.49
3) Idem anterior Canonicidade pág.52
4)Como o processo inconsciente pode interferir na leitura?
5)Contraste microestrutura x macroestrutura do texto
6)Contraste Coerência Local x Coerência temática
7)O que significa estrutura abstrata?
8)Explique o processo de construção da rede de ligações e articulações do texto.


Aula 14: 08/06

Livro: KLEIMAN, Angela. Texto e leitor. Aspectos Cognitivos da Leitura.
Campinas, SP. Ed. Unicamp. 9a Edição.

  Cap. IV:  Interação na Leitura de Textos.

1)O que significa dizer que a leitura é a interação à distância entre autor e leitor?

2)Qual a ação do leitor no processo de leitura?

3)Qual a ação do autor no processo de leitura?

4)Por que a ação do do autor e do leitor no processo de leitura é definida como uma ação de responsabilidade mútua?

5)Por que razão o fato de o leitor ler o texto com ideias preconcebidas dificulta a compreensão?

6)O quê significa leitura como interação face a face?

7)O quê significa leitura como interação via texto?

8)Qual a finalidade da adjetivação e da argumentação em um texto?






 
 
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